Quem sou eu

Minha foto
Tricolor desde vidas passadas... mas com a lembrança mais remota de torcedor em 1983, no gol do Assis aos 45 do segundo tempo. Um começo e tanto! Interesses diversificados sobre artes em geral (literatura, cinema, teatro, música, quadrinhos, animação, artes plásticas).

sábado, 24 de maio de 2014

À sombra das chuteiras imortais no teatro

Assisti hoje à última apresentação da primeira temporada da peça À Sombra das chuteiras imortais.  Uma livre adaptação das famosas crônicas esportivas do célebre tricolor, Nelson Rodrigues (o eterno homenageado deste blog)  Henrique Tavares, direção dele, com Gláucio Gomes, Ingrid Conte, Anderson Cunha, Crica Rodrigues e César Amorim.
A partir de fins de junho, portanto antes de terminar a Copa, a segunda temporada  terá início no Teatro Gláucio Gil (não confunda com o ator Gláucio Gomes, companheiro tricolor) em Copacabana, ao lado da Estação Cardeal Arco Verde.
A trama central, diz o programa, gira em torno da crônica "O grande dia de Otacílio e Odete" uma crônica esportiva com ares de "A Vida como ela é..."
Henrique costura trechos de outras crônicas, como "O craque na capelinha", "Complexo de vira-latas" e "O mais belo futebol da terra".
Na trama, Otacílio, a mulher, Odete, e o melhor amigo, Cunha,  ouvem juntos todos os jogos da Copa de 1958, ainda assombrados pela derrota de 50, em pleno Maracanã. A desconfiança vai se transformando em otimismo velado, até na véspera da final, o tio de Otacílio revela ao sobrinho seu maior temor (depois de uma nova derrota da seleção): sua esposa o trai. O tio então faz a exigência homicida. O sobrinho deve lavar a honra com sangue, assassinando a amada, assim como fizera o próprio com sua esposa infiel.
Otacílio está confuso e perdido e sua maior angústia é ter descoberto a traição justamente na véspera da final. Estava decidido. Mataria a esposa após o jogo. Ou durante, se o jogo estivesse favorável á Suécia.     Não percam, no Gláucio Gil, quando voltar em cartaz.
Abaixo alguns croquis que consegui fazer, com a caneta nanquim 0,3, enquanto conseguia alguma luz na fila F, onde eu estava.
Em casa, finalizei com aguadas de nanquim cores de avelã e sépia e alguns detalhes a bico de pena com nanquim preto.  
Saudações tricolores!  


     

Nenhum comentário:

Postar um comentário